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REFORMA ÍNTIMA
Este tema é muito interessante, pois quando falamos em reforma , podemos pensar
em várias coisas ao mesmo tempo. Se fosse uma reforma na casa já teríamos a
resposta imediata. Se fosse no carro também. Em alguma roupa, mais fácil ainda.
E assim por diante. Mas e essa reforma íntima, o que visa?
Pois bem, vamos lá. A reforma íntima se faz necessária em nossos dias, porque,
como podemos ver e sentir na pele, muitas coisas estão mudando.
Mudam na nossa
casa, cidade, estado, país e no mundo. Sutilmente ou não, pois muita gente ainda
não se deu conta disso, mas o mundo anda nervoso Quantas desgraças, brigas,
desavenças, guerras!
Tudo isso porque estamos sendo amassados pela natureza que
tenta nos avisar que está na hora da mudança. Claro que cada um de nós poderá
dizer que está fazendo sua parte. Mas quer ver como não está? Se alguém lhe
tirar fora da paciência você não ficará irritado com essa pessoa? Se alguém lhe
irritar, você poderá reagir com palavras ríspidas e até com agressão física.
Se alguém lhe magoar a sua reação natural não será lamentar-se e culpar essa
pessoa por estar lhe magoando? Se alguém lhe deixar triste por algum motivo,
você não apontará e culpará esta pessoa por lhe deixar triste? Aí está uma
pequena amostra de que talvez você não esteja fazendo a sua parte.
Toda reforma íntima requer um reconhecimento pessoal para que possamos produzir
uma mudança de comportamento, atitudes e atos que estamos carregando desde nosso
nascimento (E MUITO ANTES). Dirá alguém: Mas como posso eu me conhecer mais para
poder mudar? Aparentemente é difícil mas nao impossível.
É preciso começar, e para isso serão necessários alguns instrumentos simples: um
lápis, uma folha de papel e um espelho. Devemos sentar-nos confortavelmente em
uma cadeira, a sós e em um ambiente silencioso. Olhando nossa imagem no espelho,
vamos começar a conversar conosco fazendo alguns questionamentos do tipo: O que
tenho que mudar? Como está sendo meu relacionamento com o(a) companheiro(a),
filhos, amigos, e todas as pessoas de meu convivio? Oo que reclamam de mim? O
que continuo fazendo igual?.
Na minha adolescência o que os namorados(as) ou amigos naquela época reclamavam
de mim? E que continuo agindo igual até hoje? e assim por diante. E a cada
resposta você deve ir anotando. No final chegará à conclusão de que você mudou
muito pouco e continua com o mesmo comportamento de muito tempo atrás.
Sabe porque? Não? Então vai saber!!
Todos nós recebemos de presente do Criador uma coisa chamada livre-arbítrio. Em
nosso livre arbítrio, absolutamente ninguém deve interferir. Somos os
responsáveis por toda decisão tomada.
Sabemos também que em outras vidas não
fomos propriamente bons e continuamos não sendo perfeitos Mas lá em outras
existências, conforme a vida que tínhamos, o ambiente e pessoas com quem
convivíamos, fomos adquirindo algumas imperfeições que estão gravados em nosso
inconsciente (ainda hoje).
Por exemplo: irritabilidade, mágoa, impaciência, tristezas, etc. Como havia
citado no início: Mas nós podemos irritar-nos sozinhos? Magoar-nos sozinhos?
Perder a paciência sozinhos? É difícil, não é?.
Pois o nosso universo é tão perfeito que ele nos promove encontros com pessoas
que possuem características de personalidade especiais para fazer aflorar de
nosso inconsciente, exatamente aquelas imperfeições que devemos equilibrar.
Nós precisamos da ajuda de pessoas para promover situações. Infelizmente em vez
de olharmos para nós e entender que a pessoa está nos ajudando, nós a afastamos
culpando-a por nos fazer sentir assim, perdendo mais uma oportunidade de mudar.
Trago aqui um exemplo de um cliente que chegou na minha sala, um adolescente
trazido pelo tio. Ele começou contando o porquê de ter ido embora de casa. Dizia
ter muita raiva do pai, porque este agia de forma um pouco brusca na sua
educação.
Por outro lado, não lhe faltava nem conforto material nem carinho.
Fiz-lhe então
a seguinte pergunta: Você sente raiva somente do seu pai? E a resposta foi
instantânea: não, tenho raiva também da minha irmã.
Perguntei-lhe então se esse sentimento era só contra eles. Imediatamente
respondeu que não, citando outras varias pessoas Fiz-lhe ver então que a raiva é
um registro dele e que, enquanto ele não olhar para si para melhorar a sua
raiva, ele vai passar o resto de sua vida culpando os outros e perdendo
oportunidades de mudar.
Da mesma forma, se você quiser começar a mudar, formule a si próprio perguntas
do tipo: Por que briguei com meu pai, mãe, ou outra pessoa que estava fazendo
seu papel e tentando me ajudar?
REFORMA ÍNTIMA JÁ !!!!!!
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